A pesquisa realizada pelo Compra Agora, uma plataforma B2B dedicada ao varejo brasileiro em parceria com o Instituto Locomotiva, traz à tona uma realidade preocupante para os varejistas de pequeno e médio porte. Aproximadamente 98% desses empreendedores enfrentam algum tipo de dificuldade financeira, impactando diferentes aspectos de seus negócios.
Enquanto 88% dos varejistas de vizinhança, que compreendem os comércios de bairro de menor porte, mantêm um otimismo cauteloso em relação aos próximos 12 meses de suas operações, a grande maioria lida com obstáculos financeiros significativos.
Entre as principais dificuldades financeiras citadas, destacam-se:
Despesas (18%): O equilíbrio entre custos e receitas é uma preocupação constante.
Gestão Financeira (15%): A organização dos recursos financeiros se mostra desafiadora.
Concorrência (10%): O mercado competitivo exige estratégias sólidas para se destacar.
Precificação (7%): Determinar preços adequados é um dilema comum.
Expansão (6%): A busca por crescimento esbarra em obstáculos financeiros.
Acesso a Crédito (6%): Adquirir capital para investimentos é uma luta constante.
Além disso, a pesquisa revela que a falta de planejamento financeiro é uma questão crítica para muitos desses empreendedores. Cerca de 3 em cada 10 pequenos varejistas de alimentos não possuem nenhuma reserva financeira, enquanto 45% têm apenas uma reserva que cobre seus gastos por um curto período de dois meses. Apenas 9% contam com uma reserva que abrange de três a quatro meses.
As preocupações financeiras mais recorrentes entre os entrevistados incluem:
Investir os Lucros no Próprio Negócio (40%): Utilizar os ganhos de forma eficaz é um desafio central.
Separação de Finanças Pessoais e Comerciais (38%): Manter as finanças pessoais separadas das do negócio é uma tarefa complexa.
Precificação Adequada (37%): Determinar preços que equilibrem lucro e atratividade é uma prioridade.
Acesso a Crédito e Empréstimos (36%): Garantir capital adicional para investimentos é uma necessidade constante.
Apesar desses desafios, 75% dos varejistas avaliam que seus negócios tiveram um desempenho satisfatório em relação ao passado, 21% relatam estabilidade e 4% reconhecem uma diminuição no desempenho.
Esses números refletem a resiliência e a determinação dos pequenos e médios varejistas em face das dificuldades financeiras, ao mesmo tempo em que destacam a necessidade de suporte e recursos para fortalecer essas operações essenciais em nossa economia.